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ABRUC e Instituições Comunitárias: um caminho estratégico para a Educação Superior brasileira

  • Foto do escritor: Claudio Jacoski
    Claudio Jacoski
  • 27 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

A Associação Brasileira das Instituições Comunitárias de Educação Superior (ABRUC) destaca o papel decisivo das comunitárias na construção de um sistema educacional capaz de responder às demandas sociais e aos desafios estruturais do país. Essas instituições, orientadas pelo compromisso regional, pela participação social e pela devolutiva integral de seus resultados à comunidade, seguem atuando como vetores de desenvolvimento, inclusão e inovação. Em um cenário marcado pela expansão acelerada do ensino a distância e pela necessidade urgente de revisão dos critérios de qualidade, torna-se indispensável recolocar no centro do debate nacional a importância das instituições sem fins lucrativos, que, historicamente, fortalecem o desenvolvimento local e qualificam milhares de profissionais.

Os desafios recentes da educação superior revelam um país que precisa reorganizar suas prioridades. A ausência de políticas de financiamento regionalizadas mantém muitos jovens distantes da graduação, especialmente no interior. Ao mesmo tempo, cursos que exigem prática e interação humana têm sido afetados pela flexibilização excessiva de parâmetros acadêmicos, comprometendo a credibilidade da formação profissional. O apagão de professores e de engenheiros, já perceptível, reforça a ideia de que o Brasil necessita de instituições comprometidas com processos formativos consistentes e capazes de articular ensino, pesquisa aplicada e inovação.

As comunitárias permanecem essenciais em regiões onde assumem a responsabilidade de oferecer educação superior qualificada e de estimular ecossistemas locais de inovação. Seu impacto vai além da formação: fortalece cadeias produtivas, amplia oportunidades, mobiliza competências regionais e sustenta transformações de longo prazo. Por isso, a ABRUC tem defendido uma agenda nacional que reconheça a singularidade dessas instituições e que estabeleça diretrizes claras para a diferenciação regulatória entre modelos públicos, privados e comunitários, valorizando quem mantém compromisso social e padrão acadêmico elevado.

Avançar exige uma regulação que privilegie a qualidade, considere o impacto social e organize o sistema de forma coerente com o desenvolvimento do país. Investir nas comunitárias significa investir em inclusão, inovação e desenvolvimento sustentável. Onde elas são fortes, há progresso, integração regional e formação cidadã. A reconstrução da agenda educacional brasileira passa necessariamente pelo reconhecimento desse papel estratégico, consolidado ao longo de décadas de atuação responsável e comprometida com o bem público.

  • Claudio Jacoski é Doutor em Engenharia de Produção, Mestre em Engenharia Civil e Especialista em Gestão e Liderança Universitária. Reitor da Unochapecó, Conselheiro CREA/SC, foi Presidente da ACAFE e ABRUC, atual Presidente eleito do CRUB.

 
 
 

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