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O equívoco do Brasil com a Educação

  • Foto do escritor: Claudio Jacoski
    Claudio Jacoski
  • 19 de jan. de 2025
  • 2 min de leitura

O equívoco que o Brasil pode estar cometendo ao aportar dinheiro diretamente para que jovens estudem, em vez de vincular esse investimento a um estímulo baseado na realização profissional futura, está relacionado à falta de alinhamento entre a educação e o retorno produtivo para o país.

Cada vez mais o país vem criando subterfúgios para tornar as pessoas mais dependentes do Estado brasileiro, o que leva a uma falta de iniciativa e condução de projetos futuros.

Atualmente, muitas políticas educacionais brasileiras concentram-se em financiar o acesso ao ensino superior, fornecendo bolsas de estudo, financiamentos estudantis e auxílios sem uma contrapartida clara em termos de impacto econômico e social. O problema dessa abordagem é que ela incentiva a permanência no sistema educacional sem necessariamente garantir que o investimento gere retorno futuro, seja na forma de empregabilidade, empreendedorismo ou inovação.

Santa Catarina mostra o exemplo, pois desonera o Estado com o custo do estudante, como bem fazem as instituções comunitárias, e o Estado de SC emprega bolsas para custear este estudo. Diferente de você além de bancar o estudo como o ensino público, ainda aplicar recursos para que o estudante vá cumprir sua função de estudar.

Uma política mais eficaz poderia ser o financiamento condicionado ao desempenho profissional futuro, como ocorre em países que adotam modelos de “Income Share Agreement” (ISA), nos quais o estudante recebe o investimento para seus estudos, mas reembolsa os custos proporcionalmente à sua renda após a formatura (iniciativa que é muito bem adotada em SC).

Outro problema é que muitos cursos financiados não estão alinhados às demandas do mercado de trabalho. O modelo atual frequentemente prioriza a inclusão social sem uma análise rigorosa de quais áreas carecem de profissionais qualificados, levando à saturação de algumas profissões e escassez em outras.

O estímulo deveria ser vinculado ao impacto social e econômico das escolhas profissionais dos jovens, promovendo formações que estejam em sinergia com setores estratégicos para o desenvolvimento nacional, como tecnologia, saúde e sustentabilidade.

O aporte financeiro direto pode criar uma cultura de dependência em que os jovens não se sentem responsáveis pelo próprio sucesso, uma vez que não há uma exigência clara de retorno sobre o investimento público. Em contrapartida, se houvesse um modelo baseado em incentivos futuros – como redução de tributos para profissionais que atuam em áreas prioritárias ou bonificações atreladas à produtividade – haveria maior comprometimento e alinhamento de interesses.

Investir diretamente na educação sem vincular isso a incentivos para inovação e empreendedorismo pode resultar em uma geração de profissionais que buscam estabilidade em carreiras tradicionais, sem ousar criar novas soluções e negócios que movimentem a economia.

Educação – O Caminho para Evolução

 
 
 

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